Constituinte Marcelo Cordeiro Primeiro Secretário da ANC A Constituição está nas mãos do povo. O Jornal da Constituinte vem à luz pel...
Constituinte Marcelo Cordeiro
Primeiro Secretário da ANC
Primeiro Secretário da ANC
A Constituição está nas mãos do povo.
O Jornal da Constituinte vem à luz
pela última vez. Visitou o Brasil inteiro.
Foi à sua casa. Passou de mão em
mão . Frequentou a mesa do bar, acordou cedo, embarcou no trem do subúrbio ,misturou-se aos livros e cadernos escolares, ganhou claridade na luz da lamparina camponesa, comeu a poeira
do sertão, pousou na mesa de trabalho,
na repartição pública, na empresa na
fábrica, compareceu ao culto, aos palcos, ao estádio.
Seu destino era este: percorrer
a vida, de onde proveio e para onde retornará sucessivamente. Para iluminar. Esclarecer. Alardear a verdade,
suas cores e movimentos. Inquietar com palavras, enredos, novelas e dramas, para que todos pudessem vibrar as cordas do seu
instrumento e emitir os sons de sua musicalidade política.
O Jornal da Constituinte vem à luz
pela última vez. Visitou o Brasil inteiro.
Foi à sua casa. Passou de mão em
mão . Frequentou a mesa do bar, acordou cedo, embarcou no trem do subúrbio ,misturou-se aos livros e cadernos escolares, ganhou claridade na luz da lamparina camponesa, comeu a poeira
do sertão, pousou na mesa de trabalho,
na repartição pública, na empresa na
fábrica, compareceu ao culto, aos palcos, ao estádio.
Seu destino era este: percorrer
a vida, de onde proveio e para onde retornará sucessivamente. Para iluminar. Esclarecer. Alardear a verdade,
suas cores e movimentos. Inquietar com palavras, enredos, novelas e dramas, para que todos pudessem vibrar as cordas do seu
instrumento e emitir os sons de sua musicalidade política.
Cala-se o Jornal da Constituinte.
Resta sua história, protegida nas bibliotecas, docemente preservada em toscas e desconhecidas gavetas do homem pobre,
que o amou e guardou para sempre, na memória dos que o transformaram em papel picado ou o pisaram
distraidamente, após atentamente tê-lo
lido. Jornal, servia para tudo e para
todos, teve milhões de donos, amantes, despertou paixões e conheceu alguns detratores.
Resta sua história, protegida nas bibliotecas, docemente preservada em toscas e desconhecidas gavetas do homem pobre,
que o amou e guardou para sempre, na memória dos que o transformaram em papel picado ou o pisaram
distraidamente, após atentamente tê-lo
lido. Jornal, servia para tudo e para
todos, teve milhões de donos, amantes, despertou paixões e conheceu alguns detratores.
O Jornal da Constituinte foi, juntamente
com seus irmãos - O Diário
(TV), a Voz da Constituinte (rádio), veículo de divulgação institucional da ANC. Foi aberto, transparente, não teve medo nem saudades do passado, abriu suas páginas ao livre debate, manejou com habilidade a polêmica que
vem da sociedade e a devolveu filtrada
pela lucidez da Assembleia criativa.
A hora é de ler a Constituição. Recapitular todos os dias as lições da História.
com seus irmãos - O Diário
(TV), a Voz da Constituinte (rádio), veículo de divulgação institucional da ANC. Foi aberto, transparente, não teve medo nem saudades do passado, abriu suas páginas ao livre debate, manejou com habilidade a polêmica que
vem da sociedade e a devolveu filtrada
pela lucidez da Assembleia criativa.
A hora é de ler a Constituição. Recapitular todos os dias as lições da História.
Nós a fizemos com nossa cultura e nossa
experiência. Vamos decorar-lhe o texto, gravar na memória, imprimir na alma seu cântico de liberdade e justiça.
Ninguém ama o que não conhece.
Não basta ter cedido uma costela para
dar-lhe vida. É preciso compreendê-la
em sua complexa expressividade. Feita no tumulto das ideias, pela
participação alvoraçada dos brasileiros, a Constituição é uma obra social. Não tem donos, nem produtores individuais, tem personalidade nacional. Seu discurso final, depois do vozerio polêmico da Assembleia livre, é a prevalência da atualidade futura.
experiência. Vamos decorar-lhe o texto, gravar na memória, imprimir na alma seu cântico de liberdade e justiça.
Ninguém ama o que não conhece.
Não basta ter cedido uma costela para
dar-lhe vida. É preciso compreendê-la
em sua complexa expressividade. Feita no tumulto das ideias, pela
participação alvoraçada dos brasileiros, a Constituição é uma obra social. Não tem donos, nem produtores individuais, tem personalidade nacional. Seu discurso final, depois do vozerio polêmico da Assembleia livre, é a prevalência da atualidade futura.
Não é pra viver solitária na poeira das prateleiras. Seu destino é penetrar no âmago da vida. Não lhe faltou coragem
para enveredar-se nos tormentosos
territórios dos nossos seculares problemas
nacionais. Abordou-os com o
dom da transformação.
para enveredar-se nos tormentosos
territórios dos nossos seculares problemas
nacionais. Abordou-os com o
dom da transformação.
À Democracia deu-lhe as feições da liberdade e da participação popular. Domou a fera insaciável do Estado, descentralizando
sua estrutura político-administrativa e
submetendo-a ao primado da cidadania
sobre o diktat. Trouxe para a cordilheira da norma constitucional a multidão dos desamparados, incorporando os idosos, as crianças, as mulheres, as minorias étnicas, os inválidos, os desempregados ao estatuto dos direitos sociais e políticos elementares.
Reordenou o Sistema Tributário,injetando-lhe
os princípios que lhe conferem
legitimidade e funcionalidade pública,
como a reserva de lei para os aumentos tributários, e a justa distribuição dos recursos arrecadados nas diferentes esferas da
administração pública.
Libertou das correntes os atores da unidade industrial e produtiva -empresários e trabalhadores- os primeiros mergulhados nas incertezas do processo de direção da economia, sob a égide dos decretos-leis e alguns ilusoriamente protegidos à sombra do Poder, enquanto os trabalhadores
estavam submetidos ao escárnio da minoridade política, atrelados seus sindicatos ao mandonismo paternalista
do Estado , com o consectário do peleguismo e outras doenças degenerativas. Um novo conceito de soberania
nacional deflui do texto da nova Carta
Magna , seja para proteger riquezas e
empresas, seja para estabelecer o controle da sociedade sobre decisões vitais que atuam sobre a taxa de interferência externa nos processos econômicos, sociais
e políticos do país.
Não é feia, nem bonita. É plena.
Ou melhor, é bonita e plena. Suas virtudes
são nossas virtudes, suas imperfeições
também. Colheu no seu texto
totalizador o Brasil concreto. É um projeto de futuro. É consciente, mitológica, totalizadora. É um programa de reformas civis,
é uma linguagem comum da cidadania. Constituição inaugural,inovadora, um novo Brasil começa aqui. Veio para
suceder a descrença, restaurar as esperanças.
Os mortos que enterrem as seus mortos, pois a Constituição vive. Viverá no povo porque é do povo.
Um novo Brasil começa aqui.
sua estrutura político-administrativa e
submetendo-a ao primado da cidadania
sobre o diktat. Trouxe para a cordilheira da norma constitucional a multidão dos desamparados, incorporando os idosos, as crianças, as mulheres, as minorias étnicas, os inválidos, os desempregados ao estatuto dos direitos sociais e políticos elementares.
Reordenou o Sistema Tributário,injetando-lhe
os princípios que lhe conferem
legitimidade e funcionalidade pública,
como a reserva de lei para os aumentos tributários, e a justa distribuição dos recursos arrecadados nas diferentes esferas da
administração pública.
Libertou das correntes os atores da unidade industrial e produtiva -empresários e trabalhadores- os primeiros mergulhados nas incertezas do processo de direção da economia, sob a égide dos decretos-leis e alguns ilusoriamente protegidos à sombra do Poder, enquanto os trabalhadores
estavam submetidos ao escárnio da minoridade política, atrelados seus sindicatos ao mandonismo paternalista
do Estado , com o consectário do peleguismo e outras doenças degenerativas. Um novo conceito de soberania
nacional deflui do texto da nova Carta
Magna , seja para proteger riquezas e
empresas, seja para estabelecer o controle da sociedade sobre decisões vitais que atuam sobre a taxa de interferência externa nos processos econômicos, sociais
e políticos do país.
Não é feia, nem bonita. É plena.
Ou melhor, é bonita e plena. Suas virtudes
são nossas virtudes, suas imperfeições
também. Colheu no seu texto
totalizador o Brasil concreto. É um projeto de futuro. É consciente, mitológica, totalizadora. É um programa de reformas civis,
é uma linguagem comum da cidadania. Constituição inaugural,inovadora, um novo Brasil começa aqui. Veio para
suceder a descrença, restaurar as esperanças.
Os mortos que enterrem as seus mortos, pois a Constituição vive. Viverá no povo porque é do povo.
Um novo Brasil começa aqui.

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